segunda-feira, 5 de março de 2018

O que não escrevi

Há mais de um ano que não escrevia. Nem papel, nem teclado, nada. No entanto, durante todo este ano, produzi mais textos na minha cabeça do que em qualquer outro período da minha vida. Hoje são memórias vagas de um certo estado de espírito, uma ou outra palavra, no máximo frases soltas. O tempo como o vivemos é tramado e deixou-me numa espécie de ansiedade, dividida entre o sentir que nunca antes tinha tido tanto para dizer/escrever e a impossibilidade de encontrar tempo e espaço para o fazer. 

Agora que o tempo já se deixa agarrar volto à escrita. O que não escrevi anda perdido em mim, pontas soltas que vou puxando daqui e dali e que se misturam num novelo confuso que vou desenleando aos poucos, que aqui já ninguém tem pressa.

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